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segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Desenvolvimento histórico da Didáctica e tendências pedagógicas




A história da Didáctica está ligada ao aparecimento do ensino no decorrer do desenvolvimento da sociedade, da produção e das ciências como actividade planejada e intencional dedicada à instrução.
Desde os primeiros tempos existem indícios de formas elementares de instrução e aprendizagem olhando nas comunidades primitivas os jovens passavam por um ritual de iniciação para ingressarem nas actividades adultas. Esta forma de acção pedagógica, embora ai não esteja presente o “didáctico” como forma estrutural de ensino.
Na Antiguidade Clássica (gregos e romanos) e no período mediaval também se desenvolvem formas de acção pedagógica, em escolas, mosteiros, igrejas, universidades. Dai, até meados do século XVII, não se pode falar de Didáctica como teoria do ensino, que sistematize o pensamento didáctico e o estudo científico das formas de ensinar.
O termo “Didáctico” aparece quando os adultos começam a intervir na actividade de aprendizagem das crianças e jovens através da direcção deliberada e planejada do ensino, ao contrario das formas de intervenção mais ou menos espontâneas de antes. Estabelecendo-se uma intenção propriamente pedagógica na actividade de ensino, a escola se torna uma instituição, o processo de ensino passa a ser sistematizado conforme níveis, tendo em vista a adequação às possibilidades das crianças, às idades e ritmo de assimilação dos estudos.
A formação de teorias didácticas para a investigação as ligações entre ensino e aprendizagem e suas leis ocorre no século XVII, quando João Amós Comênio (1592-1670), escreve a primeira obra clássica sobre Didáctica a Didacta Magna que assentava nos seguintes Princípios:
ü  A finalidade da educação é conduzir à felicidade eterna com Deus, pois é uma força poderosa de regeneração da vida humana. Todos os homens merecem a sabedoria, a moralidade e a religião, porque todos, ao realizarem sua própria natureza, realizam os desígnios de Deus. Portanto, a educação é um direito natural de todos;
ü  Por ser parte da natureza, o homem deve ser educado de acordo com as características de idade e capacidade para o conhecimento. Consequentemente, a tarefa principal da Didáctica é estudar essas características e os métodos de ensino correspondente, de acordo com a ordem natural das coisas;
ü  A assimilação dos conhecimentos não se dá instantaneamente, como se o aluno registasse de forma mecânica na sua mente a informação do professor, como o reflexo num espelho. No ensino os conhecimentos devem ser adquiridos a partir da observação das coisas e dos fenómenos, utilizando e desenvolvendo sistematicamente os órgãos dos sentidos;
ü  O método intuitivo consiste, assim, da observação directa, pelos órgãos dos sentidos das coisas, para o registo das impressões na mente do aluno.
Entretanto, Comênio desempenhou uma influência considerável, não somente porque empenhou-se em desenvolver métodos de instrução mais rápidos e eficientes, mas também porque desejava que todas as pessoas pudessem usufruir dos benefícios do conhecimento.
No século XVII, em viveu Comênio, e nos séculos seguintes, ainda predominavam práticas escolares da Idade Media: ensino intelectualista, verbalista e dogmático, memorização e repetição mecânica dos ensinamentos do professor.
Jean Jacques Rousseau (1712-1778), foi um pensador que procuro interpretar essas aspirações, propondo uma concepção nova de ensino, baseada nas necessidades e interesses imediatos da criança.
As ideias mais importantes de Rousseau são as seguintes:
ü  A preparação da criança para a vida futura deve basear-se no estudo das coisas que correspondem suas necessidades e interesses actuais. Antes de ensinar as ciências, elas precisam ser levadas a despertar o gosto pelo seu estudo. Os verdadeiros professores são a natureza, a experiencia e o sentimento. O contacto da criança com o mundo que o rodeia é que desperta o interesse e suas potencialidades naturais.
ü  A educação é um processo natural, ela se fundamenta no desenvolvimento interno do aluno. As crianças são boas por natureza, elas têm uma tendência natural para se desenvolverem.
Rousseau não colocou em prática suas ideias em nem elaborou uma teoria de ensino. Essa tarefa coube a um outro pedagogo suíço, Henrique Pestalozzi (1746-1827), que viveu e trabalhou até o fim da vida na educação de crianças pobres em instituições dirigidas por ele próprio. Deu uma grande importância ao ensino como meio de educação e desenvolvimento das capacidades humanas, como cultivo do sentimento, da mente e do carácter.
Pestalozzi atribuía grande importância ao método intuitivo, levando os alunos a desenvolverem o senso de observação, análise dos objectos e fenómenos da natureza e a capacidade da linguagem, através da qual se expressa em palavras o resultado das observações. Também atribuía importância fundamental à psicologia das crianças como fonte do desenvolvimento do ensino.
Segundo Herbart (1766-1841), o fim da educação é a moralidade, atingida através da instrução educativa. Educar o homem significa instrui-lo para querer o bem, de modo que aprenda a comandar a si próprio. A principal tarefa da instrução é introduzir ideias correctas na mente dos alunos. O professor é um arquitecto da mente. Ele deve trazer à intenção dos alunos aquelas ideias que deseja que dominem suas mentes. Controlando os interesses dos alunos, o professor vai construindo uma massa de ideias na mente, que por sua vez vão favorecer a assimilação de ideias novas. O método de ensino consiste em provocar a acumulação de ideias na mente da criança.
Este autor estabeleceu quatro passos didácticos que deveriam ser rigorosamente seguidos: o primeiro seria a preparação e apresentação da matéria nova de forma clara e completa, que denominou clareza; o segundo seria a associação entre as ideias antigas e as novas; o terceiro, a sistematização dos conhecimentos, tendo em vista a generalização; o quarto seria a aplicação, o uso dos conhecimentos adquiridos através de exercícios, que denominou método. Posteriorimente, os discípulos de Herbart desenvolveram mais a proposta dos passos formais, ordenando-os em cinco: preparação, apresentação, assimilação, generalização e aplicação, formula esta que ainda é utilizada pela maioria dos nossos professores.
O sistema pedagógico de Herbart e seus seguidores chamados de herbartianos trouxe esclarecimentos validos para a organização da prática docente, como: a necessidade de estruturação e ordenação do processo de ensino, a exigência de compressão dos assuntos estudados e não simplesmente memorização, o significado educativo da disciplina na formação do carácter. Entretanto, o ensino é entendido como repasse de ideias do professor para a cabeça do aluno; os alunos devem compreender o que o professor transmite, mas apenas com a finalidade de produzir a matéria transmitida. Com isso, a aprendizagem se torna mecânica, automática, associativa, não mobilizando a actividade mental, a reflexão e o pensamento independente e criativo dos alunos.
 As ideias pedagógicas de Comênio, Rousseau, Pestalozzi e Herbart, além de muitos outros que não mencionados, formaram as bases do pensamento pedagógico europeu, difundindo-se depois por todo o mundo, demarcando as concepções pedagógicas que hoje são conhecidas como pedagogia Tradicional e Pedagogia Renovada.
A Pedagogia Tradicional, em suas varia correntes, caracteriza as concepções de educação onde prepondera a acção de agentes externos na formação do aluno, o primado do objecto de conhecimento, a transmissão do saber constituído na tradição e nas grandes verdades acumuladas pela humanidade e uma concepção de ensino como impressão de imagens propiciadas ora pela palavra do professor ora pela observação sensorial. A Pedagogia Renovada agrupa correntes que advogam a renovação escolar, opondo-se à Pedagogia Tradicional. Entre as características desse movimento destacam-se: a valorização da criança, dotada de liberdade, iniciativa e de interesses próprio e, por isso mesmo, sujeito da sua aprendizagem e agente do seu próprio desenvolvimento; tratamento científico do processo educacional, considerando as etapas sucessivas do desenvolvimento biológico e psicológico; respeito capacidades e aptidões individuais, individualização do ensino conforme os ritmos próprios de aprendizagem; rejeição de modelos adultos em favor da actividade e da liberdade de expressão da criança.
Dewey e seus seguidores reagem à concepção herbartiana da educação pela instrução, advogando a educação pela acção. A escola não é uma preparação para a vida, é a própria vida; a educação é o resultado da interacção entre o organismo e o meio através da experiencia e da reconstrução da experiencia. A função mais genuína da educação é de promover condições para promover e estimular a actividade própria do organismo para que alcance seu objectivo de crescimento e desenvolvimento. Por isso, a actividade escolar deve centrar-se em situações de experiencia onde são activadas as potencialidades, capacidades, necessidades e interesses naturais da criança.
Tendências pedagógicas no Brasil e a Didáctica 
O estudo realizado no Brasil revela que, os autores, em geral, concordam em classificar as tendências pedagógicas em dois grupos: as de cunho liberal – Pedagogia Tradicional, Pedagogia Renovada e tecnicismo educacional; as de cunho progressista – Pedagogia Libertadora e Pedagogia Critico-Social dos Conteúdos.
Na Pedagogia Tradicional, a Didáctica é uma disciplina normativa, um conjunto de princípios e regras que regulam o ensino. A actividade de ensinar é centrada no professor que expõe e interpreta a matéria.
O movimento escolanovista no Brasil se desdobrou em várias correntes, embora a mais predominante tenha sido a progressista. Cumpre destacar a corrente vitalista, representada por Montessori, as teorias cognitivistas, as teorias fenomenológicas e especialmente a teoria interacionista baseada na psicologia genética de Jean Piaget.
Uma das correntes da Pedagogia Renovada que não tem vínculo directo com o movimento da Escola Nova, mas que teve repercussões na pedagogia brasileira, é a chamada Pedagogia Cultural. Sua característica principal é focalizar a educação como facto da cultura, atribuindo ao trabalho docente a tarefa de dirigir e encaminhar a formação do educando pela apropriação de valores culturais e esta teve a sua afiliação na Pedagogia científico-espiritual desenvolvida por Guilherme Dilthey (1833-1911) e seguidores como Theodor Litt, Eduard Spranger e Hermann Nohl.













Bibliografia
LIBÂNEO, José Carlos. Didáctica; São Paulo: Cortez, 1994 - (Colecção magistério. Série formação do professor).

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Projecto



Introdução
A Escolinha He Khensile foi fundada no ano de 2013 pela iniciativa da Senhora Orlanda Maluleque Vaz Sitoi com o intuito de ajudar as crianças do Bairro onde ela nasceu e teve a sua primeira educação familiar assim como académica, para ela, associa a criação da escolinha com os momentos difíceis passados a quando da idade escolar obrigatória em Moçambique 6 anos. Nesta fase, foi marcante devido as dificuldades encarradas por ser a sua primeira vez em conviver num ambiente totalmente diferente dos seus 5 anos atras: ficar sentada durante 45 minutos no meio de muitas crianças sem que conheça nem uma, obedecer uma pessoa que não conhece (o professor), habituar a chamadas logo que chegar a escola, pegar um lápis entre outros desafios das crianças sem condições para a educação de infância (creche) nos primeiros dias da escola.
De referir que a Escolinha Hi Khensile, localiza-se na Rua da Malhangalene, no 45-Bairro da Maxaquene “B”, Q19 (entre o circulo da graça e padaria Edgar).















Título do projecto: Escolinha Hi Kensile
O presente projeto dedica-se a educação de infância de crianças dos 2 à 5 anos de vida, desenvolvendo actividades curriculares programadas pelo Ministério da Mulher e Acção Social e extracurriculares como canto e dança, musica, drama, noções culturais, aquisição do vocabulário básico, criatividade, imaginação, expressão verbal, gestual e facial. Dialogo entre pessoais através de visitas de estudos e passeios.
Responsável do Projecto: Orlanda Maluleque Vaz Sitoi (Diretora Geral)
Objectivos do projecto
  • Proporcionar nas crianças um desenvolvimento saudável com boa educação baseada em competências;
  • Apoiar as crianças de baixa renda em educação da 1a infância;
  • Reduzir o envolvimento de menores em comportamentos de riscos;
  • Reduzir a taxa de analfabetismo.
Grupo alvo
Crianças de 2 à 5 anos de vida
Fonte de financiamento

Valor em meticais
Três milhões de meticais (3.000.000.00mt)
Período de implementação
De Fevereiro do ano de 2015 ao infinito
Responsável pela implementação do projecto
Escolinha Hi Khensile
Comentários gerais
Olhando pela visão da Unicef, acredita-se que chegam ao final da primeira infância deveriam estar desenvolvendo bem física, cognitiva, linguística e socio-emocional, para poderem usufruir plenamente das varias oportunidades nos sectores da educação e da saúde e tornar-se membros bem produtivos da sociedade através de: i) ser saudáveis e bem nutridas; ii) confiar plenamente nos cuidadores e ser capazes de interagir positivamente com os membros da família, colegas e professores;
iii) ser capazes de se comunicar em sua língua nativa com colegas e adultos; iv) estar preparadas para aprender ao longo de toda a escola primária.   
As crianças carentes ou desfavorecidas têm menos probabilidade de atingirem esses patamares importantes, porque estão muitas vezes expostas aos efeitos cumulativos de múltiplos Factores de risco, entre os quais a falta de acesso aos serviços básicos de agua e saneamento, e a serviços de saúde de qualidade; nutrição inadequada; pais com baixos níveis de escolaridade; e falta de acesso a creches e pré-escolares de qualidade.
A Escolinha Hi Khensile olha para estes fatores como sendo importantíssimos e que não devem ser desperdiçados na medida em que por exemplo a desnutrição nos primeiros anos de vida não só leva ao crescimento físico deficiente (inclusive raquitismo), mas também é grande indicador de que haverá atraso no desenvolvimento cognitivo e baixo desempenho académico ao longo da vida escolar. Por outro lado, a falta de cuidados e de estimulação por parte dos adultos nos primeiros anos não só conduz a um fraco desenvolvimento socio-emocional e cognitivo, mas também esta ligada a problemas de saúde e de crescimento.

Problema identificado
Prontidão escolar diz respeito a quanto uma criança está preparada para aprender e obter sucesso na escola (Ackerman e Barnett 2005). De modo crescente, as pesquisas tem demostrado que a prontidão escolar das crianças depende não só de suas habilidades cognitivas ao ingressarem na escola primária, apesar de essas habilidades serem cruciais, mas também de sua saúde física, mental e emocional, assim como da capacidade de se relacionar com os outros.
Uma análise de 2007 dos dados de crianças dos países em desenvolvimento revela que mais de 200 milhões de crianças menores de 5 anos estão expostas a múltiplos riscos que afectam negativamente o seu desenvolvimento, e cujas consequências podem ser dramáticas. Por exemplo, embora as diferenças no vocabulário adequado à idade de 3 anos das crianças equatoriais sejam em geral pequenas, as disparidades socioeconómicas acentuam-se nos anos seguintes. Aos 6 anos de idade, as crianças de famílias menos abastadas e as crianças cujas mães tem baixa escolaridade tem ficado muito atras de seus colegas de lares mais ricos ou mais escolarizados.
Proposta da solução sustentável para o problema identificado
 É da nossa percepção que muitas funções cerebrais são especialmente sensíveis a mudanças no início da vida e tornaram-se menos plásticas (maleáveis) ao longo do tempo. Na verdade, a maior parte do cérebro da criança é “conectada” nos cinco anos de vida, o que deixa pouco espaço para ajustes posteriores. Até mesmo funções que continuam a ter um alto grau de sensibilidade nos primeiros 4-5 anos de vida. Outras funções, como controle emocional e padrões de resposta habituais não só atingem o auge nos primeiros anos, mas em geral atingem um alto nível de estabilidade antes dos 5 anos.
Nesta realidade, a Escolinha Hi Khensile através das suas políticas de baixar significativamente os custos de ingresso e as mensalidades, procura dar oportunidade as crianças cujos pais tem baixa renda e que não conseguem colocar as suas crianças nas creches das cidades onde as mensalidades são altíssimas e que o factor distancia também acaba influenciando devido ao custo de transporte adicionado.
A relação do problema identificado e solução apresentado com os objectivos estratégicos da Escolinha Hi Khensile
Vários estudos têm mostrado que investir em programas de desenvolvimento da primeira infância de qualidade ajuda a eliminar a diferencia entre crianças carentes e desfavorecidas e as mais favorecida, preparando-as, assim, para uma transição bem-sucedida para a escola primária e para a aprendizagem de qualidade ao longo da vida.
Como exemplo dos benefícios do desenvolvimento da primeira infância, as crianças de Bangladesh que receberam algum tipo de educação pré-escolar organizada superaram seus colegas do grupo controle em 58 por cento em um teste padronizado de prontidão escolar (Aboud 2006). Na Colômbia, as crianças que participaram de uma intervenção abrangente de desenvolvimento da primeira infância baseada na comunidade tinham 100% mais chance de estarem matriculadas na 3a serie, indicando, portanto, menores taxas de evasão e repetências entre as crianças do programa do que aquelas do grupo controle.

Os objectivos a alcançar com a solução proposta
Objectivos
Indicadores de Desempenho
Proporcionar nas crianças um desenvolvimento saudável com boa educação baseada em competências;
Crianças crescem saudáveis, educadas e competentes, independentemente onde ou quando nasceram.
Apoiar as crianças de baixa renda em educação da 1a infância;
10 Crianças de pais com baixa renda são apoiadas gratuitamente no desenvolvimento da primeira infância na Escolinha Hi Khensile.
Reduzir o envolvimento de menores em comportamentos de riscos;
Crianças de 2 à 5 anos são proporcionadas uma boa nutrição, saúde e educação.
Reduzir a taxa de analfabetismo.
Crianças de 2 à 5 anos são garantidas a prontidão escolar.

Os resultados esperados com a solução proposta
Resultados Planeados
Indicadores de Desempenho
Crianças de 2 à 5 anos adquirem a prontidão escolar.
As aulas bem planificadas com rigor e exigidas em técnicas de supervisão pedagógica.
Maior abrangência de crianças sem descriminação de onde ou quando nasceu.
Existência de responsabilidade social em garantir 10 crianças com pais de baixa renda sem pagar propinas.
Baixar o valor das propinas no geral.


Os riscos e as respectivas medidas de mitigação
Riscos
Medidas de Minimização
Fraca afluência dos pais/encarregados de educação em matricular os seus filhos.


Inadequação das metodologias de ensino destas matérias com o nível ou idade das crianças.

Campanhas de sensibilização, a fim de se criar condições para que os pais/encarregados de educação tragam os seus filhos.
Articular com os educadores para o uso de exemplos que retratem casos práticos reais, seguindo os programas e os planos diários.
Apresentar casos inovadores e, orientar os educadores para os objectivos pretendidos com esta acção.

Responsáveis diretos pela implementação do projecto
Nome
Função
Contactos
Orlanda Maluleque Vaz Sitoi
Diretora Geral
848219246
Carlos Daniel Nivagara
Director Pedagógico
844598206
Cecília
Coordenadora dos Educadores
849349744
Camaria
Chefe da Cozinha
840488018
Jaime
Chefe de Limpeza
845458629